Um desafio antigo no Oeste do Paraná começa a ganhar solução com a inauguração de uma unidade especializada na reciclagem de carcaças de animais mortos, em Nova Aurora.
Por muitos anos, produtores precisavam improvisar o descarte quando um animal morria por doença ou causa natural. Em diversas propriedades, o material era enterrado em valetas ou armazenado de forma inadequada, o que podia gerar mau cheiro, atrair insetos e até contaminar o solo e a água.
Como alternativa, alguns recorriam às composteiras, transformando as carcaças em adubo orgânico. No entanto, o processo exige manejo correto e estrutura adequada, o que nem sempre era possível, aumentando os riscos sanitários e ambientais.
Com a nova estrutura, os produtores passam a contar com um serviço especializado e regulamentado. “O produtor não vai precisar mais fazer o esquartejamento de animal. Vai ter uma empresa séria, credenciada por todos os órgãos ambientais, para fazer a recolha da carcaça”, destacou Delmar Briccius.
A unidade é considerada a primeira da região voltada exclusivamente à reciclagem de carcaças de animais mortos. No Brasil, existem cerca de 320 indústrias registradas no Ministério da Agricultura que trabalham com resíduos de abatedouros, como ossos, sangue e vísceras.
A capacidade de processamento da nova planta chega a aproximadamente 300 toneladas por dia, com produção principalmente de farinha. “Essa farinha será utilizada como combustível ou adubo, enquanto a gordura pode ser destinada à produção de biodiesel ou à indústria química”, explicou Pedro Bittar.
Neste primeiro momento, o serviço está autorizado apenas para animais oriundos da suinocultura, com fiscalização de órgãos como a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná e o Instituto Água e Terra, garantindo segurança sanitária e ambiental.
A expectativa é de mais controle, redução de impactos ambientais e tranquilidade no dia a dia dos produtores da região.
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