Quando uma pessoa é chamada para prestar depoimento na delegacia, seja como suspeita, investigada ou até mesmo como testemunha, muitas vezes não imagina o impacto que aquelas primeiras palavras terão no futuro do processo. No entanto, é justamente nesse momento inicial, na fase policial, que se decide grande parte dos rumos da investigação.
A fase do inquérito, embora muitas vezes vista como "menos formal", é onde se colhem informações que poderão futuramente embasar denúncias, medidas cautelares, prisões preventivas e até sentenças condenatórias.
A presença de um advogado na delegacia não significa que alguém esteja “tentando esconder algo”. Ao contrário: significa que a pessoa conhece seus direitos.
O advogado atua garantindo, entre outros pontos:
O direito ao silêncio, quando necessário;
A correta compreensão das perguntas feitas pelo delegado ou investigador;
A proteção contra constrangimentos ou indução de respostas;
Que nenhum termo seja assinado sem plena consciência do conteúdo;
Que o depoente não seja levado a admitir algo equivocadamente, o que poderia ser usado contra ele futuramente.
Além disso, o profissional pode analisar o boletim de ocorrência, o andamento do inquérito e orientar sobre os próximos passos, evitando surpresas desagradáveis.
Ir à delegacia acompanhado de um advogado não é excesso, e sim prudência.
É uma forma segura de exercer direitos, evitar injustiças e impedir que um simples equívoco comprometa toda uma vida. Nos momentos delicados, informação e orientação profissional fazem toda a diferença, especialmente quando se trata de um processo criminal. E quando o assunto envolve sua liberdade e seu futuro, todo cuidado é pouco!