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Quarta-feira, 27 de Maio 2026
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'ESSE É MEU': VEREADOR DE CURITIBA LÓRENS NOGUEIRA, SUSPEITO DE RACHADINHA, É FILMADO RECEBENDO DINHEIRO VIVO DE FUNCIONÁRIA

Lórens Nogueira (PP) foi alvo de operação do Gaeco nesta terça-feira (26), em Curitiba. Duas malas com cerca de R$ 100 mil em notas foram apreendidas. Vereador também é presidente do Conselho de Ética da Câmara Municipal. Defesa do parlamentar disse

'ESSE É MEU': VEREADOR DE CURITIBA LÓRENS NOGUEIRA, SUSPEITO DE RACHADINHA, É FILMADO RECEBENDO DINHEIRO VIVO DE FUNCIONÁRIA
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O vereador Lórens Nogueira (PP) foi filmado recebendo R$ 5.600 de uma funcionária, em dinheiro vivo. Ele é suspeito de "rachadinha" e foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), na manhã desta terça-feira (26), em CuritibaAssista AQUI ao flagrante.

➡️ “Rachadinha” é o termo usado para descrever um esquema ilegal em que servidores comissionados ou assessores de gabinetes públicos são obrigados a devolver parte dos salários para políticos ou superiores.

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O vídeo foi gravado com a autorização da Justiça, a pedido do MP. As imagens mostram o parlamentar contando as notas, conversando com a servidora e guardando o dinheiro dentro de uma mochila. Os dois estavam na sede do instituto que o vereador preside, na capital paranaense.

Conforme as investigações do MP, o dinheiro era parte do salário de abril da funcionária, que não teve o nome divulgado. A servidora foi nomeada por Nogueira e devolvia a ele uma quantia todos os meses para permanecer no cargo.

"Do mês passado, tá?", a servidora afirma durante o vídeo.

Os investigadores apontam que o caso da servidora não era o único e suspeitam que o esquema funcionava desde o início do mandato do vereador, envolvendo todos os 12 servidores nomeados por ele. Segundo o Ministério Público, em alguns casos, os funcionários tinham que repassar mais da metade dos salários ao parlamentar.

À RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, a defesa de Nogueira disse, na manhã desta terça-feira, que "não teve acesso integral aos autos e às informações que fundamentaram a operação". À tarde, informou que não está mais representando o parlamentar. Durante a noite, enviou uma nova nota. Leia na íntegra:

"A defesa do vereador Lórens Nogueira informa que teve acesso aos autos do processo nesta tarde e iniciou a análise das informações para a elaboração das medidas jurídicas cabíveis. Reitera o respeito ao trabalho das instituições e destaca a necessidade do respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência, assegurando que os esclarecimentos serão prestados no momento oportuno."

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) disse que não foi formalmente comunicada sobre os motivos da investigação. Leia na íntegra:

"A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) informa que, no início da manhã desta terça-feira (26), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), cumpriu um mandado de busca e apreensão no gabinete do vereador Lorens Nogueira (PP). Em atendimento à solicitação da autoridade competente, a CMC autorizou o acesso às dependências do Legislativo para o cumprimento da medida judicial. A CMC permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e prestar os esclarecimentos necessários. Até o momento, a CMC não foi formalmente comunicada sobre os motivos da investigação."

O PP retornou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que não vai se manifestar sobre o caso.

Lórens Nogueira é natural de Curitiba e foi eleito vereador da capital pela primeira vez nas eleições de 2024, com 4.727 votos. Na Câmara Municipal, exerce o cargo de presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Mais de R$ 100 mil apreendidos durante operação

Segundo o Gaeco, duas malas contendo grandes quantias em dinheiro foram apreendidas. Uma delas, que estava na casa do vereador, tinha cerca de R$ 100 mil. Outra, com R$ 8 mil, estava no endereço de uma assessora que não teve o nome divulgado.

"No curso da investigação, que contou com autorização judicial para a realização de ação controlada, foi possível identificar repasses de valores ao vereador investigado compatíveis com a prática conhecida como rachadinha", disse o MP.

Também foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados durante a investigação.

A ação também cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara de Garantias. O MP não divulgou os nomes de todos os alvos, nem a quem pertencem os endereços.

FONTE/CRÉDITOS: Por Carolina Wolf, Marcelo Rocha, g1 PR e RPC Curitiba — Curitiba
REDAÇÃO

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